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O Colosseu em Roma: uma maravilha da Antiguidade

Redaktion7 min. de leitura
Foto: © Bastian Glumm
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O Colosseum, uma das construções mais impressionantes da Antiguidade, é um símbolo do poder e da engenhosidade do Império Romano. Situa-se no coração de Roma e atrai anualmente milhões de visitantes de todo o mundo. A sua história, a sua arquitectura e as histórias que encerra fazem dele um dos monumentos mais fascinantes do planeta.

A história do Colosseum

A construção do Colosseum teve início no ano 72 d.C., sob o imperador Vespasiano, da dinastia flaviana, e foi inaugurado solenemente em 80 d.C. pelo seu filho, o imperador Tito. Foi erguido no local de um lago artificial que pertencia à suntuosa «Domus Aurea» do odiado imperador Nero. A construção do Colosseum não foi apenas um grande projecto arquitectónico, mas também uma medida política: Vespasiano queria distanciar-se do despótico Nero e oferecer ao povo de Roma um espectacular centro de entretenimento.

No dia da inauguração, em 80 d.C., realizaram-se no Colosseum celebrações de cem dias com combates de gladiadores, caçadas a animais selvagens e batalhas navais encenadas. Os imperadores romanos utilizaram o anfiteatro durante séculos para organizar jogos sangrentos, com o intuito de entusiasmar as massas e consolidar o seu poder. Sob o imperador Domiciano (81-96 d.C.) foram construídas as galerias subterrâneas, o Hypogeum, o que permitiu encenações ainda mais elaboradas.

No Colosseum não se defrontavam apenas gladiadores em duelos mortais: também eram organizados combates contra animais selvagens como leões, tigres ou rinocerontes. (Foto: © Bastian Glumm)
No Colosseum não se defrontavam apenas gladiadores em duelos mortais: também eram organizados combates contra animais selvagens como leões, tigres ou rinocerontes. (Foto: © Bastian Glumm)

Gladiadores, animais selvagens e mortes em massa

No Colosseum não se defrontavam apenas gladiadores em duelos mortais: também eram encenados combates contra animais selvagens como leões, tigres ou rinocerontes. Alguns relatos falam de matanças em massa, em que milhares de animais morriam num único dia. Além disso, havia execuçõesbrutais: criminosos condenados eram atirados a animais selvagens ou obrigados a combater gladiadores armados.

Um espectáculo particularmente conhecido era a chamada «Naumachia», uma batalha naval encenada. Nos primeiros tempos do Colosseum, a arena era inundada de água para que embarcações pudessem ser utilizadas em combates épicos. Estes espectáculos aquáticos foram, porém, abandonados com a construção do Hypogeum.

Após o declínio do Império Romano do Ocidente, no século V, o Colosseum foi sendo progressivamente desviado da sua função original. Na Idade Média serviu de fortaleza e, no século XIV, diversas famílias nobres começaram a utilizar os seus materiais de construção para erguer palácios e igrejas. Só no século XVIII o Papa Bento XIV emitiu um decreto que declarou o Colosseum monumento cristão, de modo a evitar novas destruições.

A arquitectura: uma obra-prima da engenharia

O Colosseum é uma verdadeira obra-prima da engenharia romana. Com 188 metros de comprimento, 156 metros de largura e cerca de 48 metros de altura, conta-se entre os maiores anfiteatrosalguma vez construídos. Os quatro andares combinavam travertino, tufão e tijolo.

Particularmente impressionante era o Hypogeum subterrâneo, uma vasta rede de galerias onde animais, gladiadores e cenários eram preparados para os combates. (Foto: © Bastian Glumm)
Particularmente impressionante era o Hypogeum subterrâneo, uma vasta rede de galerias onde animais, gladiadores e cenários eram preparados para os combates. (Foto: © Bastian Glumm)

A fachada era originalmente decorada com estátuas e ornamentos. Os três andares inferiores apresentam arcadas com arcos semicirculares, enquanto o andar superior tem pequenas janelas rectangulares. Os romanos desenvolveram uma infraestrutura notável no interior do Colosseum: um sistema complexo de escadas, corredores e bancadas permitia aos espectadores chegar aos seus lugares ou abandonar o anfiteatro em poucos minutos.

Particularmente impressionante era o Hypogeum subterrâneo, uma vasta rede de galerias onde animais, gladiadores e cenários eram preparados para os combates. Os romanos desenvolveram ainda sofisticados mecanismospara fazer surgir combatentes ou animais de forma súbita na arena. Isto conferia aos espectáculos uma encenação dramática que entusiasmava o público.

O tecto do Colosseum era constituído por uma enorme vela de sombra, o chamado «Velarium», operado por marinheiros para proteger os espectadores do sol. A sofisticação técnica da construção estava muito à frente do seu tempo e continua a ser admirável ainda hoje.

De onde vem o nome Colosseum?

O nome «Colosseum» tem provavelmente origem numa estátua gigantesca, o chamado «Colosso de Nero». Esta estátua de bronze do imperador Nero, com mais de 30 metros de altura, situava-se na proximidade imediata do anfiteatro e foi parcialmente remodelada após a sua morte para representar o deus sol Sol. O nome «Colosso» foi-se transferindo, ao longo do tempo, para o anfiteatro vizinho, originalmente conhecido como «Amphitheatrum Flavium» em referência à dinastia imperial flaviana que o mandou construir. Só na Idade Média se impôs o nome «Colosseum».

O Colosseum hoje

Hoje, o Colosseum é uma das atrações turísticas mais visitadas do mundo e um símbolo maior da Cidade Eterna, Roma. Desde 1980 faz parte do Património Mundial da UNESCO e é regularmente restaurado para preservar a sua substância histórica. Os visitantes podem explorar as impressionantes ruínas, sentar-se nas bancadas e imaginar como seria a atmosfera da arena noutros tempos.

O Colosseum é também utilizado como símbolo de oposição à violência. Desde o ano 2000, o edifício é iluminado de forma especial durante a noite sempre que, no mundo, a Pena de morte abolida ou quando um condenado à morte é indultado. Isto sublinha o seu significado como lugar de memória e reflexão.

O Colosseu é também um memorial. Esta cruz recorda os inúmeros cristãos primitivos que perderam a vida neste local. (Foto: © Bastian Glumm)
O Colosseu é também um memorial. Esta cruz recorda os inúmeros cristãos primitivos que perderam a vida neste local. (Foto: © Bastian Glumm)

Dicas práticas para a visita

Local: O Colosseu situa-se no centro de Roma, perto da Via dei Fori Imperiali.

Como chegar:

  • De metro: A estação mais próxima é «Colosseo» (linha B).
  • De autocarro: Várias linhas de autocarro, entre as quais as linhas 51, 75, 85, 87 e 118, têm paragem nas proximidades.
  • A pé: Muitos visitantes combinam a visita com um passeio pelo Fórum Romano e pelo Palatino. Mesmo a partir do Vaticano é possível chegar ao Colosseu a pé, uma vez que as principais atrações do centro de Roma ficam relativamente perto umas das outras.

Horário de funcionamento:

  • O Colosseu está aberto todos os dias, exceto a 25 de dezembro e a 1 de janeiro.
  • Os horários variam consoante a época do ano: no verão, o horário habitual é das 8h30 às 19h15; no inverno, fecha mais cedo.

Preços:

  • O bilhete normal custa cerca de 16 euros.
  • Existem bilhetes combinados que incluem também a entrada no Fórum Romano e no Palatino.
  • Quem quiser evitar longas filas de espera deve adquirir um bilhete online com acesso prioritário ou participar numa visita guiada. Os bilhetes devem ser reservados online com antecedência pois o número de visitantes diários é limitado.

Melhor altura para visitar:

  • De manhã cedo ou ao final da tarde, o Colosseu está menos cheio.
  • Os meses de verão são particularmente quentes, pelo que convém levar água suficiente e não esquecer a proteção solar .
  • No inverno, o tempo é mais agradável e há menos turistas.

Visitar o Colosseu é uma experiência inesquecível, uma verdadeira viagem ao passado onde é possível sentir de perto o fascínio e o legado do Império Romano.

Mais informações (em vários idiomas) no site oficial do Colosseu: https://colosseo.it/

(Foto: © Bastian Glumm)
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